Oie,

Tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar sobre contato visualO.O!!!

O que é e por que ele é tão importante?

De acordo com Gomes (2016), o contato visual é uma aptidão importante para o estabelecimento da comunicação e da interação social, tendo em vista que o comportamento de olhar nos olhos supõe que você está atento e/ou interessado ao que o outro está falando. Pessoas com o diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) costumam apresentar dificuldades para a iniciação e manutenção do contato visual, no entanto, é possível ensiná-lo, já que esta é uma habilidade aprendida. É relevante enfatizar que o contato visual é um pré-requisito base para a aprendizagem de competências com mais complexidade, como o seguimento de instruções, a imitação e a fala.

Sabendo mais sobre o que consiste, é possível falar a respeito do procedimento de ensino composto por sete etapas no livro Ensino de habilidades básicas para pessoas com autismo. Os sete passos foram organizados em níveis de dificuldade, do mais simples ao mais complexo, a saber:

1. Um segundo – apresentar o olhar, brevemente, quando for chamado pelo nome. O instrutor deve estar próximo do aprendiz e a criança deve olhar, brevemente, para ele;

2. Três segundos –apresentar e sustentar o olhar, brevemente, quando for chamado pelo nome. O instrutor deve estar próximo do aprendiz e chama-lo pelo nome e a criança deve olha para ele e sustentar por um período de 3 segundos;

3. Cinco segundos – apresentar e sustentar um pouco mais o olhar quando chamado pelo nome. O instrutor deve estar próximo do aprendiz e chama-lo pelo nome. A criança deve olhar para o educador e sustentar o olhar por aproximadamente 5 segundos;

4. Ao brincar – apresentar o olhar quando estiver envolvido em atividades de interesse. A criança deve estar brincando com algo muito reforçador e o instrutor deve estar próximo a ela. Assim, o instrutor chama a criança pelo nome e ela deve parar o que está fazendo e olhá-lo;

5. À distância – apresentar o olhar quando a pessoa que chama estiver longe. O instrutor deve estar a dois ou três metros do aprendiz. O instrutor chama a criança pelo nome e ela precisa olhá-lo;

6. Ao brincar e à distância – apresentar o olhar quando estiver envolvido em alguma atividade reforçadora e a pessoa que chama estiver longe. O instrutor deve estar a dois ou três metros do aprendiz, que por sua vez deve estar brincando com algo que se interessa muito. Então o instrutor chama a criança pelo nome e ela deve parar o que está fazendo e olhá-lo;

7. Com mais de uma pessoa – apresentar olhar adequado quando houver mais de uma pessoa no ambiente e elas revezam em chamar o aprendiz. Os instrutores podem estar próximos ou distantes do aprendiz. Eles se alternam em chamar a criança pelo nome e ela deve olhar para quem está falando.

E aí, o que acharam?

Falem conosco, deixem dúvidas e dicas com o intuito de aprimorar esse espaço.


Fonte:Ensino de habilidades básicas para pessoas com autismo (2016).


Resumo e adaptação por Ívina K. Rodrigues, psicoterapeuta infantil.


Ívina K. Rodrigues é Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental com Ênfase na Infância e Adolescência pelo CTC-Veda. Curso de Especialização em Autismo, no enfoque da Terapia Cognitiva. Pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada (em formação), e Psicóloga do Núcleo de Terapia Comportamental - NuTeC (nutec.pi@gmail.com / 86 3222-4434 / Teresina-PI / https://www.facebook.com/nutecpi/ / https://www.instagram.com/nutecpi/)